Arara Teresa, versão online.
Porque, convenção por convenção, a nossa tem mais groove, tem mais piada, tem mais charme.
30.1.09

Estava tudo ali, o bule, o coador o filtro café açúcar colher água fervente, mas tudo era tão confuso, tanto, tantas coisas, e Georgette ao meu lado, eu tentando puxar conversa, você já andou pela América? América? Isso, do Sul, América do Sul, ela concentrada em ajeitar a mesa, minha mãe passando de um lado ao outro, carregando um bolo - ou pães? Bolo e pães. E o café pronto, isso tudo depois dela mesma, Georgette Fadel, ter me ajudado a terminar de fazer o café e eu pensando comigo mesmo, por que nem o café eu consegui? Atabalhoado. Energúmeno. E o café era apenas uma xícara, e bebi todo ele - oh, idiota, bebeu todo o café, por quê, por quê? - e logo me coloquei a fazer outro tanto, envergonhadíssimo, desculpe, desculpe, e Georgette a contar coisas, rindo, e eu estupidamente me botei a pensar, ela é demais mesmo, sabe exatamente o que fazer para nos agradar sem saber que era eu aquele que queria saber exatamente o que fazer para agradar a ela, ao mundo.

Yane Santiago, depois da fama, arrecadando algumas migalhas de sucesso nos cantos escusos do show business, depois de vender seu segundo milhão de discos, o contrato com o Diabo já vencendo e ele, Yane Santiago, novamente na miséria. Mas tudo há de mudar, quando ele finalmente se encontrar com Dulcinéia, oh, doce Dulcinéia, o sucesso sorrirá para mim novamente e eu poderei voltar a nadar em champanhe francesa e novamente poderei comer escargô com sorvete de chocolate e novamente todas as meninas olharão para mim enquanto eu novamente passear com o meu Cadillac conversível azul royal, eu nunca mais passerei fome e, oh, Dulcinéia, será que você pode me embalar e sussurrar aquela nossa canção? Por favor? Me ame, pleeeeease...

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